29 de julho de 2016

Aquela mulher

Minha casa é fortaleza
Fortaleza de recifes
Mas eu não moro em Fortaleza
Muito menos em Recife
Eu moro em algum lugar qualquer, não sei onde é
Só sei que fica longe daquela mulher

Ela gostava do oceano
Amava Iemanjá
E era mesmo tão bela quanto a rainha do mar
Amava também escrever e do meu jeito de falar
Decodificava meus sentimentos e o meu andar
Mas toda rima um dia tem que se quebrar
Do mesmo jeito que ela quebrou meu coração
Foi aí que me veio essa solidão
Sentida até pelo meu violão

Minha vida veio de contramão
Vieram notas tristes
E quilômetros além mar
Quilômetros dentro a remar
Pelo pensamento do velho penar
Onde a rima mais uma vez
Voltou a me atormentar

Não aguento mais tanto ar
Me dá um tempo pra pensar
No futuro da minha mente presa
Ao tempo do passar

Sereia dos corais
Das pedras imensas
Onde sentas para os navios derrubar
Pedras alegóricas referências do meu casar...

Eu não moro em Recife
Mas por lá vou viajar
Nesse poema sem fim
Como a vida que estou a levar.

(Por: Alex Zani e Gláucia Minetto)

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