15 de outubro de 2014

Climas e misérias


sinto-me exausta
o calor excruciante me deixa zonza
o ar quente parece não entrar nos pulmões
o cheiro de fumaça entra pela janela
não há uma nuvem no céu...
é como cozinhar
em banho-maria
é como uma massa pesada que chega
feito areia movediça...
misérias à flor-da-pele.
não me importo com mais nada
só preciso dormir
preciso de um dia frio
para voltar a ser gente
para deixar de ser vítima.

(Gláucia Minetto Martins)

6 comentários:

  1. Que agonia que senti ao ler seu texto, Gláucia... Muito denso.
    Beijo grande no coração, minha querida!

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    1. Esse foi um dia de muito calor. haha
      Obrigada pela visita!
      Mil beijos!

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  2. De todas as misérias, a miséria maior é a de sermos vítimas e algozes ao mesmo tempo. Este belíssimo poema me inquieta porque o buraco em que caímos é o que cavamos, o calor excruciante é aquele com que aquecemos o mundo tragicamente, o sono que não vem é a ansiedade que nos impusemos. Ler-te seguidamente é uma doçura. Como tudo te inspira, e de tudo escreves, tudo nos encanta, das mais diversificadas formas, princesa. Beijosssssssss

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    1. Lucas, como sempre, muito obrigada.
      É incrível como você sempre complementa os meus poemas/pensamentos. Não tenho palavras para você.
      Mil beijos e abraços.

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  3. Gostei muito do seu
    blog. Vou segui-lo.

    Beijos.



    .

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    1. Muito obrigada pela visita! Gostei muito do seu.

      Beijos.

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