31 de outubro de 2014

onde não há nada


estar aberto a aprender
é ver coisas até onde não há nada...
mas na verdade, há tudo! 
os ensinamentos não chegam em um trem
trazendo convite e batendo na porta.
tudo que existe, tudo o que acontece
está lá para encontrarmos um significado.
quanto mais se quer, mais se vê.
estejamos sempre prontos,
procuremos sempre onde todos dizem que não há nada!

(Gláucia Minetto Martins)

Cumulus nimbus


Navio que atravessa a tempestade,
Ondas negras que castigam 
Florestas não descobertas
Ilhas desbravadas

Segredo do meu coração
Pedra em meu sapato
Pedras jogadas pela estrada
Pra encontrar o caminho de casa

Um lar, uma esperança 
Uma ilusão, uma verdade
Uma mentira, uma bobagem
Uma história mal contada

Furacão que vejo de minha janela
Tsunami que chega na praia
Martelo que abala minha rocha
Lembrança que ecoa no meu ser

(Gláucia Minetto Martins)

15 de outubro de 2014

Climas e misérias


sinto-me exausta
o calor excruciante me deixa zonza
o ar quente parece não entrar nos pulmões
o cheiro de fumaça entra pela janela
não há uma nuvem no céu...
é como cozinhar
em banho-maria
é como uma massa pesada que chega
feito areia movediça...
misérias à flor-da-pele.
não me importo com mais nada
só preciso dormir
preciso de um dia frio
para voltar a ser gente
para deixar de ser vítima.

(Gláucia Minetto Martins)

6 de outubro de 2014

I'm

I'm a lonely girl
I'm such a lonely girl
I've lost my wings
I've lost my soul...
God, forgive my sins
'Cause I don't forgive myself anymore
Their faces doesn't see me
And I can't even see their hearts too.

(Gláucia Minetto Martins)

1 de outubro de 2014

Um sorriso e uma parede

quando não se quer nada
além de uma conversa e um sorriso
um leve cair de cabeça em sinal de compreensão.
quando não se quer que o tempo volte
mas sim que aconteça de novo,
de um jeito diferente.
ficar esperando
oito dias é muito
dois é muito também...
quando se sabe que o sorriso que se quer
está a dez passos de distância,
o portão está aberto!
mas uma parede insiste em se materializar

Dois corpos

dois corpos unidos
são horizonte, intorpecência
porto de angústias e pecados.
dois corpos munidos
de palavras e olhares
vinho e lembranças
toques e armas,
rosas brancas e caras.
válvula de escape,
um grito do fundo da alma.

(Gláucia Minetto Martins)
13/09/2014