4 de setembro de 2014

Muralhas


é preciso desprender-se
das amarras do tempo
das barreiras e muros implacáveis
das jaulas da história
dos olhares em ódio
das mágoas e medos
do corpo que é cápsula
do lugar onde vivemos
para não morrer a cada dia
no conforto interminável
das horas corridas
cuidando do que não é eterno.

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. É preciso ter asas, para tal desprendimento! É preciso saltar bem alto, para vencer tais muralhas. É preciso amar, para vencer esse ódio. É preciso ser curado pelo amor, para não ter mais esse medo. É preciso deixar nossa marca em cada dia, para não morrer cada dia da marca que não deixamos e da marca que o nada ter feito nos deixou. Sobretudo, entretanto, é preciso cuidar do que é eterno, enquanto estamos num fina faixa emprestada do tempo. É tão belo o que escreveste! Mas, por alguma razão, não me sinto dizendo o suficiente. Beijossssssss

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    1. É muito pior o arrependimento do que não fizemos! É preciso ter coragem.
      Beijo!

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