20 de setembro de 2014

A noite lá fora

A noite chegou
Lá fora o mundo brilha e chora
Há quem se arraste pelo chão
Há quem beba champanhe

Aviões passam, vêm e vão
Destinos traçados, caminhos marcados
Pássaros perdem suas penas
E vêm parar no meu jardim
É noite lá fora e aqui eu escuto suas músicas,
Cantos de quem vê o mundo lá de cima
A voar sobre as nossas cabeças

Há quem diga que o mundo é um grande abismo
Há quem siga os livros e histórias
Para alcançar uma nova vida
Há estrangeiros trabalhando em cozinhas
Fora de casa, como a noite lá fora
Há quem nade em piscinas de dinheiro
Há quem brigue por uma vaga

O grão de milho endurece na espiga
Cumpre seu papel
Uma viagem pelas missões
Malhas invisíveis do gênero humano
Malhas invisíveis da existência animal

É noite lá fora
É estranho e sombrio
Quando as coisas dormem
E outras acordam
E quando o sol acorda também
O mundo renasce
Brincando de ser
Ser sublime

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. Vou e volto, mas sua inspiração permanece inalterada. Sempre.
    E é muito bom contar sempre com isso aqui no seu canto.
    Que Deus conserve essa alma cheia de estrelas.
    Beijo grande, Gláucia.

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Flávio!
      Senti falta dos seus comentários. Volta sempre.
      Mil beijos.

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