13 de junho de 2014

Tributo à Cora Coralina


Mulher, tão mulher
Filha da terra, do mundo e do amor
Discípula da poesia
Sal da vida e da tua família

Teu rosto ecoa no coração
Teu corpo um dia existiu
Mas teu ser permanece

És minha favorita
Demonstra as coisas do mundo 
De um jeito simples e perfeito
Borda o amor em teus versos
A plenitude do bem em teus dizeres

Se tivesse lhe conhecido
Pegaria tuas mãos cansadas
E diria como és bela
Cora Coralina
Vê e entende o mundo 
Como ele existe para ser visto e entendido

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. Encontro, não sabes com que prazer, em ti, uma admiradora de Cora. Pois também o sou. Profundamente. Sabes mais uma coisa? Teus versos saíram muito, muito semelhantes aos dela. A verdade prática da vida, os acertos e desacertos, especialmente as inocências infantis dos olhinhos que viram a vida e esperaram tantos anos para transforma-las em poemas. Também eu pegaria aquelas mãos e diria como foram belas. Teu poema é magnífico. Beijosssssss

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    1. Cora é inexplicável, inexpressável.
      Querido, muito obrigada por essas palavras, fico muito feliz e emocionada ao ouvir isso, têm para mim um significado imenso. Eu tento, na poesia, ser simples e abrangente, colocar o mundo do jeito que sinto... Ao menos tento. E em Cora vejo isso em abundância. Ela me parece o ponto mais alto da poesia.
      Grande beijo. Volta sempre.

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