13 de junho de 2014

O que me inspira


Como pode alguém esquecer o bom do mundo?
Voltar-se apenas para a escuridão humana
E não sentir no coração a beleza do existir?
Meu cântico ao mundo
Meu olhar ao Universo.
Meu corpo está presente
Somos todos, somos um.
A que propósito, cabe a nós descobrir,
Cabe a nós sentir...
Já não me faço essa pergunta
Pois sei de tudo ao sentir o amor a tudo dentro de mim
Pelo menos acho que sei, 
Nem que for uma pecinha desse imenso quebra cabeça.
Somos um.

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. Uma vez, sonhei escrever poemas. Pensei, falta-me apenas coragem. Contudo, quando leio ‘poemas da alma’, como os chamo, penso que, deveras, não é coragem somente o que falta. De modo que tais poemas fazem um bem incomensurável ao meu coração, porque digo: ‘que coisa indescritivelmente bela’!... Mas cortam-me as asas de um dia ser poeta, porque penso: ‘quem pode escrever uma coisa tal como esta’? Eis o que teus poemas são. Este, não sei que comentar. Senza parole! Faltam palavras. Vero! Como pode alguém esquecer o bom? Como pode um coração agradar-se da treva, renunciar à cor e beleza da vida? Pois que, sendo uma pecinha dessa beleza, não somos, então, a beleza? No belo, não somos, todos, um? Que coisa bela! Esplêndida. Um poema de alma! Bem, eu digo, jamais serei poeta. Falta-me ‘coragem’ e mais uma coisinha... Esse talento gigantesco... rs Beijossssss

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    1. Muito obrigada, Lucas. Suas palavras com certeza completaram muito bem o meu poema.
      Pois eu digo que pra escrever basta sentir, tentar sempre, encontrar um jeito, da forma mais simples possível. Tente sempre e não busque a perfeição.
      Um beijo!

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