13 de junho de 2014

Eu e o mar - Parte II


ouvi uma menina dizer
que ansiara conhecer o mar,
a ela promessa de um novo mundo,
maravilhas que decifraria.
mas ela disse que quando lá chegou
o mar não era nada além de belo
"pretty", ela disse
e então quis voltar para casa.
o sal do mar é o sal da casa
a plenitude do mar não é nada
se não soubermos ler as entrelinhas
ouvir os sussurros.
o mar é só uma música
nos dando um exemplo de como dançar a vida.
como diz gessinger, 
"o céu é só uma promessa"
o céu e o mar são mensagens
códigos que dizem
sente-se na areia, construa a paciência e saiba ouvir
busque o máximo que se possa ser e a eternidade é o prêmio

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. Que belo poema. Como tens sensibilidade e fluência! Há entre nós, seres humanos, todo tipo de sentimento. Talvez nenhum tão impactante quanto o das grandiosidades. O Universo é grandioso e nos assusta. O céu atmosférico é grandioso e nos enleva. As montanhas são grandiosas e nos desafiam. O mar é grandioso, possui infinidades de vales e montanhas em sua profundidade, e nos assusta ou fascina. Mas é preciso ouvir isso que descreveste: ‘sente-se na areia, construa a paciência e saiba ouvir...’ É mais que ‘pretty’. É o fascínio da imensidão. Se eu pudesse, faria uma longa viagem pelo mar, certamente. Preferencialmente, de ilha em ilha! Beijosssssss

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    1. Ah, que lindo o que você disse, Lucas. Muito, muito lindo. Obrigada. ♥

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