13 de junho de 2014

cena de filme


teus olhos quando me encontraram 
não conseguiram disfarçar
voltavam-se para o mesmo ponto um milhão de vezes
e os meus então... por que será que percebi teus olhos em mim? 
teu rosto é praia
areia e mar
canção do mar é a tua voz
teu ser é beleza, deitado na rede numa tarde preguiçosa
brisa leve do campo
flor miúda do manjericão
aroma predileto, tempero puro.
azaleia menina, ao sabor da brisa também
lavanda clássica num vaso na janela
girassóis e tulipas no pincel.
um retrato de um homem na rede, flores e amores.
que viagem!

(Gláucia Minetto Martins)

2 comentários:

  1. Castro Alves tem um poema – Adormecida – que muito bem quero e a que sempre retomo a leitura. Teu poema agora lembrou-me dele. ‘Por que será que percebi tues olhos em mim?’ É uma doçura de verso. Essa troca de olhares é preciosa. Bela. Tuas comparações com o mar e a vegetação ao redor é muito tocante. E as ‘flores e amores’ de uma rede, quem pode descrever? Que viagem. Onde encontras tantas imagens, pequena? Seja onde for, és rica. Beijossssssss

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    1. Que poema lindo, eu não conhecia. Fico feliz que o meu tenha feito lembrar dele. Muito obrigada! Beijos.

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