28 de maio de 2014

Ideais


O seria de nós sem ideais
Sem crenças e descrenças
Dúvidas, apegos e alegrias?

O que seria de nós 
Sem um motivo pra vencer o cansaço
Sem uma luz que nos guie
Sem um passado, por mais que escondido?

Sem o agora
E sem o depois
Sem nossos pés
E nossas estradas?

O que seria de nós sem alguém para amar
Pra olhar nos olhos e apenas rir?
Sem viver um dia bom
Sem dormir e sonhar?

Não somos.
Dormimos sem sonhar,
Vivendo sem viver.

(Gláucia Minetto Martins)

Um comentário:

  1. A questão que levantas é muito séria, porque há pessoas no mundo sem ideais, sem crenças e descrenças, para quem tudo é simplesmente conjunção de fatos sem propósito. Outras, para quem o único propósito imediato é um prazer, quase sempre proibido ou criminoso. A vida se constitui de propósitos que a embelezam e de um grande propósito que a justifica. São esses propósitos que transformam existir em viver. Então, teu poema é a síntese da beleza, da razão, da vida, da essência do ser e das coisas. Teus textos são sempre belos pois tens mãos belas, que dão vida ao que é belo. Beijossssssss

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