31 de maio de 2014

Ânsias e apesares

Quando ele me vê
Seu rosto parece desmoronar
Sua boca se contorce como em ânsia
Seus olhos me espreitam por um segundo
E depois olham para o outro lado.
É que o arrependimento lhe corrói
Seu coração tem gosto amargo.

Durante todo o tempo porém, ele é feliz
Mas quando lembra, me evita
Tem pensamentos justificativos
Fala muito para tampar a ferida.

Mas meu bem, eu lhe digo
Por você não tenho mágoa
Te ver não é um castigo.
Por muito tempo também senti ânsia
Mas ódio, você não merece
Nele, todos padecem.
Não quero o seu mal
Ainda penso em nós,
Mas muito raramente.

Ele não se livrará dessa culpa, jamais
Enquanto me ver por aí
Mas agora os erros já foram feitos
E no meu coração resta um resquício de carinho,
Apesar...

(Gláucia Minetto Martins)

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