12 de abril de 2014

Tempos difíceis


A chuva passa por nós, derramando seu desprezo.
Nos lança a água pura para podermos nos enriquecer, mas nos lança também as lágrimas que foras derramar.
É olhando para o céu encoberto que podemos ver a tristeza da mãe terra.
Ela sabe melhor que nós o seu destino. A vida segue da maneira em que o homem segue seus caminhos. 
Vejo neste luar o que antes não via. Encontro nos meios gasosos da mãe terra o que antes pouco se tinha ideia de qual impacto.
As flores brotam e logo são forçadas a se sufocarem com a massa humana.
A vida antes tratada como grande tesouro humano, hoje não se tem tanta importância.
Explorei o espaço onde apenas o sorriso é a esperança, onde a dor é fala. Pobre natureza, sofre com seus filhos noite e dia, compartilha as lágrimas e o suor do sol em um canto entristecido.
Se arranjassem mãos, nos apunhalavam pelas costas, como uma pessoa que clama por justiça. Se tivessem poder, nos levaria às ruínas.
Ah natureza, sofre calada, assim como um refém na mira de um marginal. Tu que és o tripé da humanidade. Paciência, pois somos humanos, e sabemos o que nos reserva em troca, pois silenciosa será sua vingança.

(Por Ricardo Oliveira)

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