11 de outubro de 2013

Como é belo um mundo que nunca para

O tempo sopra a poeira dos ossos em nossas faces
Eu vejo uma lágrima, ela lava a pele e redime o mortal
Fere os lábios com o sal de todo sofrimento

Os anos banham os rios do destino
E chegam ao oceano da vida
Como tsunami levam as pessoas
As casas
As ideias
Os ideais.

O tempo treme nas órbitas do espaço
Mas encontra segurança aqui
Onde o percebemos.

É preciso entender e amar o passar das horas
Que a tudo dão continuidade
Para que as coisas aconteçam
E não sejamos corpos flutuantes em conserva.

(Gláucia Minetto Martins)

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