12 de abril de 2013

Eu queria é colocar seu nome nessa poesia



Quantas vezes eu te disse
Coisas que você não pôde ouvir?
Coisas que remoí 
Sem querer admitir 
Que eu devia mesmo é andar pra frente?

Você me fala de um tempo 
Que há muito já se foi
Penso, divertida
Que você nem sabe 
O quanto eu quis que o tempo parasse.
Mas não parou,
Como tudo que está sobre a terra.

Você me fala assim, sem emoção
Daquela que eu fui
Pelo menos da que você se lembra.
Penso em como as coisas mudam
E percebo que o que vive em mim 
É um você que já passou também
E com um aperto no peito
Constato que nada jamais se encaixaria
Nas expectativas que criei.

O peito aperta mais um pouco
Mas com isso me trago conforto
E quem sabe a liberdade
Pra me desprender 
Das minhas antigas amarras
Que tomo como se fossem dignas
De prender-me hoje também.

Eu me lembrarei,
Mas só do seu nome
Que deveria estar aqui
Pra selar esse contrato
De estupidez e pontos finais.

(Gláucia Minetto Martins)

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