23 de janeiro de 2013

Por que não Brasil?

Arroz e feijão
Orgulho perpétuo
Pincel em tinta verde
Pintando detalhes
Na aquarela infinita
Dos causos, arte e beleza
Do meu Brasil.

Pátria, pois admiro-lhe
És imensa e sofrida
Seca, ao norte
Redentora, ao sul.

Pátria marcada 
Pelos pés sujos de poeira
Da terra rachada, fome e suor.

Chagada ao decorrer dos séculos.
Vida rural, sofrimento excluso
Normalizado atraso do progresso.

Pátria.
Apesar, nobre.

Retalhos constroem a tua história
Repressão, preconceito e chicote
Mas, nas horas mais tristes
E em exílios mais profundos,
Mostra-nos as composições
Que colhem nosso orgulho
Melodia que voa no céu da emoção
E, mais devagar, no céu da justiça.

(Gláucia Minetto Martins)

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