19 de setembro de 2012

Quem dera


Quem dera se um dia
Você, por mero descuido 
Rompesse essa armadura 
E me deixasse entrar por um instante
Nessas suas pupilas desatentas

Eu andaria por sua íris
Roubaria cada matriz
E viraria Van Gogh por um dia
Pra reproduzir em papel
A beleza dos teus olhos
Pra que ela fique, então
Eternamente gravada nos meus.

(Gláucia Minetto Martins)



Obra: 
Starry Night of the Rhone, Van Gogh

4 comentários:

  1. Que poesia linda, muito bem glaub.

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  2. Glaúcia, como se ainda fosso possível, toda vez que eu te visito, acho um texto melhor do que o anterior, rs.
    Esse foi, sem dúvida, um dos meus preferidos (se não foi o preferido, rs)

    Só para não perder o costume: Parabéns!

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