24 de setembro de 2012

Inteiro, aos pouquinhos


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Eu quero.
Quero sempre, mais e mais
Andar por aí 
E olhar a rua pela janela,
A janela do seu carro.

As casas e lojas escuras
Dormindo lá fora
A igreja guardando
A fé e o apoio

Eu quero aprender a dirigir 
Te olhando.

Eu quero tomar um banho de realidade
Desde que você faça parte dela
Mas tem que ser por inteiro
Nem que seja aos pouquinhos.

(Gláucia Minetto Martins)

19 de setembro de 2012

Quem dera


Quem dera se um dia
Você, por mero descuido 
Rompesse essa armadura 
E me deixasse entrar por um instante
Nessas suas pupilas desatentas

Eu andaria por sua íris
Roubaria cada matriz
E viraria Van Gogh por um dia
Pra reproduzir em papel
A beleza dos teus olhos
Pra que ela fique, então
Eternamente gravada nos meus.

(Gláucia Minetto Martins)



Obra: 
Starry Night of the Rhone, Van Gogh

5 de setembro de 2012

A menina que roubava livros - Markus Zusak

Hoje, depois de acabar esse belíssimo livro, e admito, com lágrimas nos olhos, eu quis escrever uma sinopse desta história, como às vezes faço com livros que me cativam.
Porém, simplesmente não posso escrever nada. Só tenho uma coisa a declarar: esse livro me arrasa.

Não tem como não querer um livro com apenas essa informação sobre o conteúdo

"A Menina Que Roubava Livros é um livro emocionante, que nos tranporta entre a inocência da infância de uma criança e a realidade brutal e horrorosa de uma guerra, sempre nos lembrando que a felicidade está logo ao nosso lado e que devemos aproveitá-la ao máximo enquanto podemos. É uma obra-prima desse jovem autor australiano, que nos brinda com esta singela história construída no limiar entre a alegria e a tristeza, o amor e a desilusão." (retirado daqui)

Uma prévia



Markus Zusak, aquele que teve a ideia

(Gláucia Minetto Martins)

4 de setembro de 2012

Porta-menina


Em meu recesso
Solidão antecipada
Respiro, afasto-me
Prefiro sem querer

Esqueço-me, conformo-me
Guardo-me, aqueço-me
Ou esfrio-me, tanto faz
Apenas respiro
Ou asfixio-me.

Vago pela bruma 
Dos dias perdidos
Resfrio-me, aguardo-me.

Marco a História com risos
E alegria curtas, amenas
Que valem pouco
Mesmo se peças do quebra-cabeça
Do meu querer monótono

(Gláucia Minetto Martins)