11 de agosto de 2012

Contrastes: Ardência


Viajo nesse mundo
vim só, vou-me só 
sinto na carne cada tapa
corte à navalha
que os teus dedos-palavras
oferecem a mim

Suporto calada 
cada átomo persistente
do nosso existir,
coexistir

Meu corpo se retrai
meus seios a tudo suportam
habitando meu peito,
símbolo de minha sina
de mulher

Todo fogo que arde no peito
angústia
amor
alegria
mantém em movimento
o moinho dos meus dias

Foto


Esse poema, juntamente com o anterior, são contrastes que no fim do dia são o mesmo tipo de tortura. De tanto arder chega a doer. 

4 comentários:

  1. Eu já ando sem graça de vir aqui e sempre dizer as mesmas coisas, mas é verdade: gosto muito do que você escreve.
    Adorei a mistura de sentidos nesse post também...pra variar.
    Beijocas!

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    Respostas
    1. E eu fico pouco feliz? hahaha
      Obrigada!
      Já tava com saudade de você por aqui. ^^

      Beijão, volta sempre.

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  2. Essa mistura toda dá sentido aos dias mesmo! Muito interessante teus versos Glaucia, gostei!

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