23 de abril de 2012

Dos milésimos à eternidade


Perdi as horas no galho da árvore mais próxima
Pra falar a verdade, escondi...
Peguei-as emprestadas de um coelho que passou correndo
Gritava por uma tal de rainha...
Maluco, coitado...

Desesperou-se mas não teve tempo de procurar seu tic-tac
Quem disse que o tempo é o seu relógio?

Se é que o tempo existe, já nem sei
Mas tentei prendê-lo lá no alto
Pra ver se não volta a afligir o bichinho confuso
E mesmo se adiantasse, seus pezinhos continuariam correndo
Como sempre vai ser.

2 comentários:

  1. Fico me perguntando também: será que o tempo existe mesmo ou só faz presença porquê tudo o que conhecemos de material expira?...

    Adorei, Gláucinha.
    Abração!

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    1. Essa é uma questão muito complexa, não? Quem sabe um dia a gente consegue responder.
      Obrigada pela visita, sempre. Beijão.

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