7 de fevereiro de 2012

Oração ao vento


Vento, me arrasta daqui
Sopra bem longe,
Pra onde as folhas migram
Canta em algum lugar que mereça a paz da vida

Vento, me olha e molda meus cabelos
Sem piedade nem calmaria
Me faz conhecer uma atmosfera pura e não-violada

E se eu quiser voltar, será bem à tardinha
Tirar meus pés do chão e ser novamente pura e bela
Repleta na coragem, tirando as mãos dos ouvidos
E sorrindo para os medos que afligem suavemente

Vento, sorri pros meus passos nessa terra vermelha
O chão que piso e me apoio
Teme a angústia que chega com a noite
E com o choro do recém-nascido

E nessa oração, ampara-me sempre
Pois o horizonte, perfeito, mantém-se
Uma paisagem com sol poente
Ou a parede de um quarto frio...
Presença divina

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