14 de fevereiro de 2012

Companhia divina



Se tenho um anjo da guarda, que ele me proteja. Me rege, me guarde, governe e ilumine.
Se tenho um anjo da guarda, meu zeloso guardador, que a ele confiou-se a piedade divina, este caro e belo amigo (?) me conhece muito bem.
Se tenho um anjo da guarda, há então, alguém com a pureza necessária para saber de todos os meus devaneios, medos, males que prego... De todas as minhas caretas, dores, caprichos e ilusões.
Aquele que conhece todas as minhas inspirações, toda minha respiração...
Se tenho um anjo da guarda, grande alma divina a me olhar, a amparar e dar a mão, mesmo que eu não a sinta, ele está aqui, agora... Sério ou feliz, a olhar em minha face contraída a decifrar os códigos secretos de minha mente sobre a benção dos nossos dias... Meu eterno e fiel... Anjo da guarda.



Pode ser também, que o anjo seja, assim bem simples, aspessoas que passam pela nossa vida e nos dão o mínimo de atenção... Segurançaunida em um só coração simbólico, extremo... Com a influência daquela força maior.

13 de fevereiro de 2012

As costelas, afinal


A natureza de mulher grita a cada instante
Espera para ser liberada
Quer invasão, dor e vida
A dor do parto da terra, céu e chuva
Cheiro de amor e tempero
Alma doce e plena
Desde criança, a descobrir seu poder

Serpente de olhos hipnóticos
Enrola-se no tecido dos pensamentos
A vida mundana ou bem-vinda

A mulher chora e contorce-se
Nas entranhas de fé e desejo
A face perfeita, a disfarçar o gosto nu

Bens e males, mulher presente
Querer e conquista
Amor à natureza ácida,
Pura e forte... De mulher

7 de fevereiro de 2012

Oração ao vento


Vento, me arrasta daqui
Sopra bem longe,
Pra onde as folhas migram
Canta em algum lugar que mereça a paz da vida

Vento, me olha e molda meus cabelos
Sem piedade nem calmaria
Me faz conhecer uma atmosfera pura e não-violada

E se eu quiser voltar, será bem à tardinha
Tirar meus pés do chão e ser novamente pura e bela
Repleta na coragem, tirando as mãos dos ouvidos
E sorrindo para os medos que afligem suavemente

Vento, sorri pros meus passos nessa terra vermelha
O chão que piso e me apoio
Teme a angústia que chega com a noite
E com o choro do recém-nascido

E nessa oração, ampara-me sempre
Pois o horizonte, perfeito, mantém-se
Uma paisagem com sol poente
Ou a parede de um quarto frio...
Presença divina

Foto

5 de fevereiro de 2012

Viver para saber morrer...

... e não chorar.
Quente, calor. Novo ano,novas pessoas. As mesmas marcas, os mesmos problemas, o mesmo cansaço.
As mesmas anotações. Osmesmos números e nomes, os dias percorrendo a massa quente do nossotempo irrecuperável, inutilizado, penoso.
A rota está intacta, pré-decidida.Não há como desviar para um mundo novo. Tudo um dia deixa de ser novidade.
É um lugar pregado,plantado no coração e na mente. O que nos alivia de nossa humanidade é aprópria humanidade...
Permitir-se um segundo, eapenas isso... Adrenalina, fogo, riso. E um dia morrer.
Nenhuma dor sobrevive aosopro do tempo. Não pregue tanta “auto-ajuda”, nascemos à beira do precipíciode aprendemos a explorá-lo.
Amor à sobrevivência, e não ao paraíso.