14 de janeiro de 2012

A perda da essência




Não importa quão belo for, a banalidade sempre mata.

A cura ou a maçã


Não me chame pelo nome
Não segure minha mão
Descubra-se ao sabor dos instintos e formas
Que superam-se a cada vez...
Mais e mais...

Explora esse caminho que lhe é aberto
Dê o melhor de si mesmo
Ame o que faz e o que abraça.

Aconchega a alma e a face
Intensifique cada segundo
Olhe nos olhos e sorria, vivo e seguro

Ria do fogo que incendeia a alma
Perca-se no vai e vem do mistério
Permita-se e aja.

8 de janeiro de 2012

Desacomodar-se


Se o livre arbítrio nos é dado
Só nos resta correr atrás do que se quer...

Muita coisa corre pela estrada da vida
Muita lágrima rola pelo rosto ou pelas brechas do tempo...

Algumas pessoas, vagando pelos mares, encontram a rota certa
Outras já nascem dentro da nossa existência

Alguns laços são feitos em briga.

Todos os males vêm para o bem.
Certa vez ouvi alguém dizer que se estes existem,
São permitidos por aquela força maior que alguns ignoram...
O motivo, ninguém sabe...
E qual será, além de corrigirmos a ressaca da podridão que plantamos?

Há também, quem fale que os erros são humanos
Que as qualidades são pouco assinaladas...
Porém, ao contrário, os erros são partículas defeituosas
Pontos a corrigir, e nada disso é a busca da perfeição.

Humanas mesmo, são as qualidades
Aquelas com as quais nascemos ou desenvolvemos
E com elas fazemos rir ou chorar
Nos fazendo sempre sobreviventes à vida que tanto dizemos ser dura

Não nascemos em vão.

O som da espera

Estava esperando agora, para saber o que é esse barulho que ouvi... Uma batida... Será só em minha cabeça? 'Esperei não esperando', esqueci do som estranho e quando me dei conta, já tinha sumido.
E agora espero por algumas letras digitadas, espero um vídeo carregar, espero escrever essas linhas meio tortas.
Espero que o ano comece definitivamente, espero acabar um livro que estou lendo, espero chegar a noite, espero, espero, espero, até chegar outro dia, outros dias, semanas e anos...
Vivemos na esperança, e a maioria do que realmente chega, é esquecido rapidamente, ou nem chega, como aquela batida... Tudo é fugaz.
Esperamos por um futuro, por um bom emprego, por sermos aceitos, por realizar algo... Esperamos para passar a rua, para entrarmos no consultório, esperamos por algum perdão. Queremos coisas simples ou complexas, esperamos pela nossa própria vida, alimentando expectativas...
Mas alguém vive sem esperar?

7 de janeiro de 2012

Subsistência


Hoje é o dia em que se pode sonhar e realmente sentir
Um toque que tudo muda,
Até mesmo se durar por um instante...

Chegou o dia em que se pode deixar de olhar pra frente
E olhar para os próprios pés, guiando-os agora,
E não alimentando um futuro que chega com o presente

Chegou o dia em que o ponto final transforma-se em reticências
Chegou com os fogos, chegou quando, um dia,
Alguém resolveu traçar umas linhas meio incertas
E criou um mundo tão particular, que vêm de dentro de si mesmo
E traz mistérios que ninguém sabe desvendar

A vida, chama, febre...
A vida, chamas, fere...

Inflama.

5 de janeiro de 2012

Sobre alguns limões


O limão é uma frutinha estranha
O gosto não agrada
Mas tem gente que mistura com mel, pra curar a gripe
Tem gente que respinga na carne
Tem gente que tempera a salada
Tem gente que rala a casca pra enfeitar o suspiro
Tem gente que faz uma limonada...

O limão é uma frutinha estranha
Limão puro produz careta
Tem gente que gosta, mas não faz muito bem
O limão serve mesmo é pra dar graça...
Gosto...
Bem parecido com o sal.
Tem gente que casa o sal e o limão.

De alguns corações azedos
Dá pra tirar gosto,
Dá pra tirar amor
Tem gente que mistura com paciência, pra curar a solidão
E transforma careta em brincadeira.


3 de janeiro de 2012

Lo (st) ve


Me sinto assim, me perdi no meio de tanta gente. Agora sei que estou a um passo de perder aquilo que aprendi a querer. Estou perdendo antes mesmo de conquistar, é este o preço de alguns dias de ausência. Deveria ter dito a verdade. Agora sinto aquela típica saudade do que não vivi. O afeto que quis é destinado a outro alguém.

"As nossas condutas confusas nos tiram de cena..." (O Teatro Mágico)