22 de novembro de 2011

Terça-feira. Jaú, vinte e dois de novembro de dois mil e onze


Onde é que eu estou? A prova de química, o tempo chuvoso, a meia-luz...
Tem um moço deitado no chão, tem alguém rindo, alguém estudando. Alguém tão longe, alguém digitando.
Estou presa nas paredes da biblioteca-prisão, estou presa pela chuva lá fora. É mais fácil dizer pra sair e andar na chuva, mas ninguém nunca faz isso.
Estou presa em minha mente que tanto idealizou o jogo ali na calçada, o MB do boletim, o sorriso mais bonito, a beleza incompreensível.
Estou presa em meus dedos cansados, na ideia de satisfação, no limite de minha mente, na futilidade das cabeças por aí. Estou presa ao chão, nem quero criar asas. Não sou anjo. Não sou pássaro. Se quisesse ser, seria águia.
Acima da minha cabeça tem o Mapa-Mundi, parece mais nome de bicho-papão.
Oceania, Kiribati, América Central. América do Sul, Brasil, África. Oceano Índico, Indonésia, Peru. Líbia. Egito, Bolívia, Samoa. Polinésia Francesa, Mar Glacial Ártico, Equador. Sudão, Saudita, Argélia. Nigéria. Sri Lanka. Terra de Marie Byrd.
Tem tanto mapa lá fora, tantas milhas e números. Tem bandeira, navio, avião.
Tem coisa sem sentido, nem adianta negar.


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