23 de novembro de 2011

Seja o que for, seja o que mais satisfaz


Em meu "quero ser mais", sou quem sou
Me espalho, atrapalho,
Ando, esqueço, esparramo.

Eu quero é mistério
Vida normal, vida igual
Monotonia singular
Escondida em fotos e fatos,
Palavras escritas e arrastadas

Eu quero é o mistério que sou
Usando máscaras
Sendo anjo ou demônio...
O que convém?
Eu sou mistério
Me escondo aqui.

Nada condiz com o que queremos ser
E se fôssemos, que graça teria?
Descobrir-se sempre mais,
Despindo as expressões teatrais,
Sem roteiro.

Ser levado
Voar, feito dente-de-leão.
Descobrir-se junto ao colo
Confissões e dúvidas...
Não há incerteza sem certeza.
Há alma que habita, outra que abriga.

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