3 de novembro de 2011

Ressaca


Sem mais,
sem nada mais...
minha cabeça lateja
e cansei de te encher
pra esperar algo que ninguém pode dar
essa sou eu,
andando pelos átomos
e formas
e linhas inconstantes
indecisas em minha curta existência...
mas é tanta essência
que chega a doer
a cabeça dói
o corpo dói
o querer dói
e os passos continuam...

os livros incompreendidos esperam em minha mesa
esperam pela preguiça de tardes vazias
de anos que passam como o vento,
só levantam poeira
e não fazem diferença...
as noites que o travesseiro ampara
e os pensamentos fluem

as noites não param...

em minha cama é sempre noite.

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