12 de outubro de 2011

A farsa do bem-viver


Os olhos já não vêem
Estão ardendo
Viajam, perdidos por essa inútil condição ignorante
Piscam, insistentes...
Esperam por algo que já não sabem
Vomitam sob essa morbidez fatal e enjoativa.
Esses olhos aqui presentes que deixam as luzes
E procuram o preto e branco do cinema
A imagem antiga, salva da podridão sem fim
Procuram o amor filtrado, esquecido, mas também despudorado.
Porém, os olhos deixam de beijar as belas curvas...
Preferem fechar-se, retrair-se
Cansados, buscam o sono eterno,
O beijo da morte...
Talvez a cegueira seja a morte do pecador
E o nascer do observador sensitivo,
Tradutor dessas nossas almas perdidas.

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