10 de maio de 2011

Retrocesso


Afinal de contas
não posso querer nada
além do que me é dado
e mais, provado.

Pode-se pensar
que o impossível é possível
mas não nesse caso.

E hoje, ah, hoje eu te vi...
e constatei que tudo está igual,
inquietamente igual

Desesperadamente igual...

Você nunca precisará disso
que um dia quis te dar...
sua pele nunca vai pedir meu toque,
seu sal nunca será sentido.

E não adianta,
seu sorriso está longe de meu alcance
as cruzes estão longe demais para mim,
e eu me deixo cair exausta,
deixando que as rodas me levem para longe.

Porque de você,
ah, de você não preciso de mais nada.

Fui ali, e não volto.

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