30 de abril de 2011

O Eco da Espera .

Numa agonia solitária
eu vou me desfazendo
vou me desprendendo
do que até ontem era comum.

Fundo negro do não saber,
do apenas poder imaginar
o que estão fazendo longe do seu olhar.

Tudo aquilo era mentira?
pois me parece que uma certa promessa
nunca será cumprida.

E tudo não era por mim?
na falta de um sorriso que não foi dado,
de apenas hesitar...
na falta, às vezes,
do sentido naquilo que é dito.

É claro que não se pode ter ao todo
uma coisa que se sabe
há apenas algum tempo.

Coisas implícitas
ou até explícitas
que machucam...
pequenas mágoas,
pequenas gotas.

Cuidado,
as pedras podem não mostrar
o caminho de casa!

29 de abril de 2011

Alguns palmos de ossos .

"A coluna separa seus pensamentos de seus impulsos...
Experimente não manter a postura. Ah, que coisa feia!
Experimente interromper o trabalho e retirar apenas uma.
Trinta e três vértebras que te sustentam...
Olha só como tudo tem seu equilíbrio.

Pensando assim, conheço gente que nasceu sem tronco."

E agora, papai?

"Um belo dia acordei
Olhei para aquela máscara de felicidade,
e "te amo" entre amigos...

Uma vida precoce!
Com meus botões pensei
que cada travesseiro suporta uma só cabeça."

3 de abril de 2011

Sorrisinho escondido

A vida é curta!
Ah, como a vida é curta...

É curta demais pra tudo o que tem pra se viver.

Ela está nos esperando, sempre nos jogando mais uma chance, um novo sorriso.
Esconde as coisas boas em caixinhas por aí, e cabe a nós encontrá-las.

A vida é como ovos de páscoa, aqueles pintadinhos que as crianças procuram nos jardins... Sabem que estão lá, não desistem.
Mas pra que encontrá-los? Não são nem comestíveis...
Encontrá-los só pela alegria de tê-los, a alegria de ser criança.

E olha só! O ovo simboliza a Vida.

A vida nos dá tudo para ser feliz, nos pede para encontrar aqueles ovinhos pintados...

S
e esconde em tudo, nos observa sempre, a Vida está em nós.
A vida nos dá todas as chances, para quando nos ver num caixão, dizer, em meio a sorrisos: "Esse valeu a pena!", e em coro, CLAP, CLAP, CLAP!