26 de janeiro de 2011

Uma essência perdida.

Como tudo é tão fugaz... Por um nome numa página em branco eu saio de mim mesma.
Por um nome numa página em branco eu finjo ser quem nunca sou... mas que talvez esteja aqui dentro.
Por um nome numa página em branco eu subo a linha do gráfico, pra depois descer num salto dramático.
Obrigada por ser a base do meu gráfico, ou o lixo onde vou jogar aquele chiclete.

O chiclete... referência ao tio da Tereza em Tudo o Que é Sólido Pode Derreter. Ele, que um dia disse: "Tereza, a tristeza é como um chiclete. Você mastiga, mastiga, até ficar sem gosto, ruim, até perder todo o gosto. E depois você joga fora."

25 de janeiro de 2011

Perdidos no amanhã


Ainda tenho seu telefone
Ainda guardo seus poemas
Que um dia você compartilhou comigo.
Não apaguei nossas conversas...
Monólogos e bobagens
Que você nem se lembra mais.

Suas fotos,
Momentos presos em luzes...
Mas essas já apaguei.

Não preciso delas o tempo todo,
Ajudam a torná-lo real
Outra vez...

Ainda guardo seu abraço
Tão distraído
Sem significado...

Ainda guardo minhas perguntas
Sobre como você está passando o tempo
E delas não vou desistir
Pois sempre preciso saber...

Ainda guardo aquele momento
Você olhando pro céu
Sorrindo por minha causa...

Ainda guardo você cantando
A alguns passos de mim
E mesmo assim,
Tão distante...

Ainda guardo o seu olhar
O seu sorriso.

Guardo o que nunca aconteceu...

Eu guardo você,
Sempre em meu coração.

Será que algo nos espera?

Foto

21 de janeiro de 2011

Um ponto final?

E o que eu faria para explicar o que não se pode entender?
Quando não há o que dizer...
Quando chega o medo de perder o que nunca se possuiu.
Quando se foi esquecido.

Melhor não comentar, melhor não dizer nada.
Mesmo estando presente.
Melhor não continuar.

8 de janeiro de 2011

Ceder


Vamos deixar as janelas abertas
Pra que os ventos se renovem
Pra que a estrada seja vista.

Vamos deixar os pássaros
Voar dentro de casa
Fazer ninho na tv
Cantar a nova vida.

Vamos deixar convencer
E deixar duvidar
Deixar beijar
E deixar chorar.

Vamos dançar em volta da fogueira
Celebrar a flor do dia
E conquistar vidas.

Vamos embora para longe
Seguir anos à fio
Enfrentar navios e solidões.

Vamos voltar pra casa no fim do dia
Vamos encontrar antigas dançarinas
Que do fogo só resta orgulho.

Vamos voltar pra quem nos ama
Vamos ter lembranças vivas
E do branco tirar uma vida.

Vamos ser felizes
Mesmo que o sonho esteja
A quilômetros dali.

Vamos viver!



(Talvez não esteja perfeito... mas não há como tirar, nem pôr).