14 de dezembro de 2010

Inevitável


Não me venha assim do nada.
Não morda minha isca.
Não se submeta às minhas palavras...

Porque no fim você irá embora
E eu ficarei aqui
Relembrando cada segundo oco
do passado.

13 de dezembro de 2010

Desses sentimentos óbvios e nada singulares.


Eu vejo você
Dançando no palco da nossa vida...

As lembranças giram sem parar
E quando fecho os olhos
Posso sentir a tua presença.

Eu posso ver seu caminhar tão incerto
Seu olhar
Repleto de sonhos.

Posso ouvir a tua voz
Que me chama de volta ao passado.

Seu nome surge de repente
Carrega lembranças
Irreparáveis...

Não busco mais abrigo
Nesse futuro incerto
Que não promete nada mais que esquecimento.

Submetidos a esse abismo
Que cresce sempre rumo ao desconhecido.

Eu estou aqui
Ainda sinto o gelo
E o fel...

Há tantos pontos no céu
Você será eternamente responsável
Por mim.

Você, que nunca morrerá
No meu coração.